Mayara Boaretto

é idealizadora deste projeto. Aos 17 anos começou uma busca por parteiras tradicionais no Brasil o que acabou se tornando uma jornada de aprendizados e encontros pelo mundo. É aprendiz de parteira tradicional e estudante de obstetricia na Universidade de São Paulo. Cuida da direção de conteúdo.

Maria d’Ajuda

Maria d’Ajuda, parteira e pajé indígena

“As plantas que servem pra fazer remédio brilham na minha vista, eu cheiro, eu pressinto. Eu não tenho leitura, mas eu sei ler a terra, as plantas e os remédios”

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Seu nome indígena é Jaçanã, o mesmo daquele belo pássaro colorido, mas foi registrada como Maria d’Ajuda, justamente por ser de Arraial d’Ajuda na Bahia, e o destino também lhe favoreceu para marcar bem esse nome: ela ajudou muitos curumins a chegarem ao mundo. Além de parteira, d’Ajuda é raizeira e se tornou a primeira pajé (líder espiritual) da etnia pataxó.

A primeira vez que a encontrei, eu tinha 17 anos, durante minha primeira viagem ao nordeste em busca de parteiras. Quando cheguei até sua casa, me apresentei e fui recebida como se já fosse sua amiga de longa data. Ela me convidou para sentar no sofá e foi colher caju do pé para me oferecer. Que caju doce! Tão doce como aquela senhora de olhar puro e sorriso sincero que me recebeu. Aproveitando o assunto do caju, ela me levou para passear no quintal e ver um pouco da sua horta e pomar. Há mais de vinte anos, dona d’Ajuda havia começado a plantar diferentes tipos de árvores e ervas medicinais, o que resultou em um sistema agroflorestal no quintal de sua casa. Ela contou toda orgulhosa que havia mais de 20 tipos de árvores frutíferas, e que até estudantes de Salvador já tinha, passado por lá para conhecer sua farmácia viva.

Um pomar diverso, canteiros de ervas medicinas e uma horta generosa, ela tira quase tudo o que come do seu quintal, e também compartilha com outras pessoas da aldeia. Em nosso passeio, às vezes ela parava para conversar com as plantas e ia explicando as propriedades e formas de uso de cada uma, falando principalmente do que sabia sobre plantas medicinais para mulheres. O seu contato com as plantas começou quando ela era “desse tamanhozinho assim” – disse apontando para o netinho de uns 6 anos de idade, já o interesse pelo parto veio um pouquinho depois, quando tinha 12 anos.

Quando criança, ninguém nunca tinha visto e nem ouvido falar de médicos naquela região. Ela viu a mãe cuidar do padrasto por muito tempo, com o que chama de “remédio do mato”, feito de chás e xaropes de raízes, depois de um acidente de mula que ele sofreu. O primeiro remédio que fez, aos seis anos, foi para a própria mãe quando ela adoeceu. Dona d’Ajuda foi para o quintal, desesperada, sem saber o que fazer, e pediu para Deus mostrar as plantas que deveria usar para ajudar sua mãe. Ela aprendeu assim: observando a mãe, e depois pela necessidade da própria. E quando aquela senhora ainda era uma menina perdeu a mãe, depois o padrasto foi embora, então ela cresceu e se criou sozinha e sempre quando via gente se escondia no mato. Ela tinha medo de gente e preferia ficar só.

Dona d’Ajuda não só planta como também sabe preparar todo o tipo de remédio, desde xarope, tinturas, infusões, óleos vegetais e essenciais. Ela ensina que a massagem tem que ser feita com bastante pressão na bacia (pelve) para aliviar as dores do trabalho de parto, e seus óleos preferidos são o óleo de amêndoas e óleo de coco, esse último, ela mesma prepara com os cocos do seu quintal ou da praia mais próxima, e não desperdiça nada, pois usa também a água do coco como um “soro caseiro” para hidratar as mulheres que vão ganhar neném. Os banhos de assentos que sugere para as mulheres antes de parir, normalmente são com flores com pétalas abertas para que “o útero também se abra.

Logo depois que o bebê nasce, a parteira enterra a placenta, mas também sabe como preparar tintura dela, um remédio comumente feito pelas parteiras mexicanas. Se por alguma razão, a placenta encontra dificuldade para sair, ela tem conhecimento da oração de Santa Margarida que outras parteiras do nordeste também me falaram que usam. Como não haviam muitos hospitais naquela região, ela tentava usar de tudo o que sabia para ajudar.

O ser humano faz parte da natureza, e dona d’Ajuda não nos separa dela. “A lua move com tudo, minha filha” – me disse certa vez, “com as marés do oceano, com o animais, com as plantas e até com o cabelo” – e portanto existe a lua certa para plantar e colher, para cortar o cabelo, pois se quisermos que o cabelo cresça mais rápido é melhor que cortemos na lua crescente -, e claro, “a lua move também move com os ciclos das mulheres, com as regras (menstruação) e com a mulher que vai ganhar neném”

Para dona d’Ajuda, parteira já nasce sendo, tem algo misterioso nisso, que mistura dom com destino. Ela fala que desde criancinha queria entrar nos quartos para ver as mulheres “ganhando neném”, mas que naquela época esse era um assunto proibido para as crianças. Tornou-se parteira quando atendeu seu primeiro parto, aos 20 anos de idade. Para ela, uma das coisas mais importantes nesse trabalho é o amor: tanto pela profissão quanto para com a mulher que está parindo, e as trata como se fossem suas filhas legítimas.

Hoje em dia, ela atende poucos partos, com a chegada dos hospitais na região, a cultura do parto hospitalar está cada vez mais presente na aldeia, e como está ficando mais velha e ninguém mais jovem está seguindo seu caminho, prefere se dedicar mais ao cuidado com as plantas. Todas as vezes que fui visitá-la, fosse ao me receber ou ao nos despedir ela sempre dava algum presente de seu quintal, já virou tradição, fosse um frasco de óleo, uma tintura de flores ou uma pomada de ervas, Dona D’Ajuda sempre dá um jeito de eu carregá-la na lembrança.

 

Suely Carvalho

Suely Carvalho
professora e parteira tradicional

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Suely Carvalho é parteira há 40 anos e por suas mãos já passaram mais de cinco mil bebês. Há 25 anos atrás ela criou a ONG CAIS do Parto, e desde então é uma importante ativista do parto natural no Brasil e na América Latina, tendo trabalhado com importantes órgãos nacionais e internacionais pelo direito reprodutivo das mulheres e por melhoria nas condições de trabalho das parteiras tradicionais.

Em meio ao avanço da globalização e tecnologia e a perda de muitos saberes tradicionais, Suely exerce um importante trabalho ensinando gerações mais jovens o ofício do partejar. Com a missão de repassar seus saberes para as próximas gerações, Suely está se dedicando a escrever seu primeiro livro “Histórias de uma parteira tradicional”

Mamãe Zezé

 

Mamã Zezé, parteira e lider comunitária

“Nessa comunidade eu sou médico, delegado, advogado, sou parteira, psicóloga geriatra, assistente social, eu sou tudo, porque na hora que você precisa, você tem que usar aquilo que você sabe”

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Maria José Galdino, ou Mamãe Zezé, como é carinhosamente conhecida por todos de sua comunidade este ano comemora 40 anos de trabalho como parteira. Dentro de uma comunidade muito pobre em Caruaru, Pernambuco. Zezé cuida das pessoas mesmo com poucos recursos, não recebe nenhum tipo de remuneração como parteira, a maioria das famílias não tem como pagar pelo serviço. Desde que iniciou seu trabalho “pegando menino”, sua casa deixou de ser apenas sua casa para se tornar “Casa de Parto Mamãe Zezé”, onde realiza cerca de 45 partos por ano.

Em 2003 Zezé recebeu como doação uma ambulância que luta para manter funcionando para conseguir atender as emergências que acontecem na comunidade. Ela paga do próprio bolso o combustível e os impostos anuais do veículo.Há 15 anos Zezé foi contemplada com o trabalho de Agente de Saúde Comunitária e passou a receber um “Salário Mínimo” (atualmente R$800/mensais).

Em caso de qualquer problema de saúde é a casa de Zezé que as pessoas recorrem, e como não havia nenhum tipo de posto de saúde público na comunidade, Zezé, por suaconta, aumentou os cômodos na sua casa para conseguir receber mais pessoas, foi assim que sua casa também se tornou um Posto de Saúde improvisado da comunidade.Zezé chamou atenção das autoridades e hoje sua casa de parto/posto de saúde atende cerca de 3.000 pessoas, junto com um médico de família, uma enfermeira e outros

Zefa da Guia

 

Zefa da Guia, parteira e benzedeira quilombola

As parteiras são espíritos de luz que trabalham para ajudar as pessoas”

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Dona Zefa sempre conta sua história de vida começando por seu próprio nascimento. Ela nasceu empelicada (dentro da bolsa das águas), algo raro, e por isso, conta que trouxe seus dons e experiências do berço – muitas parteiras compreendem que crianças que nascem dentro da bolsa trazem dons espirituais. Dona Zefa expressou esses dons desde criança, começou a rezar aos sete anos, e aos onze fez seu primeiro parto. Desde então ela nunca mais parou de benzer e “pegar menino”.


Hoje, cerca de cem pessoas de todos os lugares do nordeste chegam até o quilombo de Serra da Guia para encontrar dona Zefa em busca de auxilio espiritual, cura para doenças e conselhos sobre a vida. A popularidade de Zefa nasceu do trabalho que dedica há quase sessenta anos como parteira e benzedeira da região. Entendemos melhor sua história quando, ao tentar encontrar o quilombo, perguntamos para as pessoas que encontramos nas estradas, e na vida de todas aquelas pessoas, Dona Zefa tinha passado de alguma forma marcante. Ouvíamos de cada um algo diferente: “Zefa foi quem pegou meus filhos” ou “Zefa batizou um menino meu”, “Dona Zefa é que nem uma mãe pra mim”.

Ao lado de sua casa, entrei em uma salinha pequena que ela utiliza para os atendimentos espirituais, em seu altar há imagens de orixás africanos e santos, e pude sentir a força daquele lugar que recebe orações e rezas todos os dias. Ao começar a reza, Dona Zefa fechou os olhos, e começou a entoar uma canção para incorporar o espírito de um caboclo. Ela ouvia as questões que cada pessoa trazia, e sempre com os olhos fechados, cantava músicas, limpava a energia com o movimento das mãos, e no final sempre passava receitas que utilizava plantas medicinais, através de banhos, xaropes, chás, óleos, garrafadas e também aconselhava de maneira séria sobre hábitos e comportamentos durante o tratamento.

Encostado à pequena sala de rezas, havia um outro cômodo onde ela faz atendimento em gestantes. Ela me explicou que nos últimos anos, escolheu diminuir os atendimentos  aos partos, e que só “pegava os meninos” quando via que não daria tempo de chegar no hospital, pois estava cada vez mais difícil registrar as crianças que nasciam no quilombo. Ela tinha uma grande preocupação: por ser analfabeta, a única forma como poderia passar adiante seus saberes era de forma oral, porém os mais jovem no quilombo não tinham interesse em dar continuidade nessa profissão. Com sua poesia natural, disse que não sabia “o que os ramos e os frutos de suas raízes dariam” e ficava triste com isso. Seus saberes são sua maior herança e transmiti-los seria a maneira de permanecer viva, por isso pediu que guardássemos no coração o que estávamos vivendo e aprendendo naquele momento.

Dona Zefa tem importante representatividade política e social, principalmente no que se refere a assuntos relacionados com consciência negra, empoderamento das mulheres e saberes tradicionais. Em um blog na internet dedicado à ela, é possível encontrar fotos de um encontro com a zen-budista monja Cohen e recebendo homenagens de pessoas como o ex- presidente Lula e Dilma Roussef. Ela foi uma das responsáveis pela conquista da energia elétrica através das placas solares na comunidade. Mas ainda tem muitos motivos para lutar, uma vez que o saneamento básico é muito precário e não há água encanada, sendo essa uma das grandes pautas políticas da Dona Zefa, que não quer morrer antes de garantir que esse direito chegue ali. Nos períodos de seca mais intensos, o exército vem à comunidade com caminhões-pipa para abastecer o poço.

O momento das refeições era uma verdadeira reunião em sua casa. Comida não faltava ali, muito menos pessoas para se alimentarem. Crianças, parentes, amigos, filhos adotivos, todo mundo ia chegando ao sentir o cheiro do arroz com feijão. Dona Zefa comia e rezava ao mesmo tempo: “Graças a Deus, aqui nunca faltou comida, não! Pode chegar quem quiser”. No quilombo, vivem cerca de oitenta famílias que se sustentam através da agricultura familiar, onde o feijão e o milho são os protagonistas na mesa das pessoas. Ela acorda junto com o Sol todos os dias, e nos disse com firmeza “Quem muito dorme pouco aprende, minha filha”.

Dona Zefa mandou chamar uma moça do quilombo que estava grávida, pois queria nos mostrar como fazia os atendimentos com as gestantes. Antes da moça chegar, ela foi até sua sala de atendimento, forrou a maca com um lençol todo florido, se vestiu com uma camisa branca e certificou que tudo estava limpinho e organizado. Quando a gestante chegou, elas se abraçaram e já foi se deitando na maca. Zefa me mostrou toda atenciosa a forma como ela tocava a barriga, como sentia o encaixe do bebê, onde estavam as costas e a cabecinha e me explicou sobre a posição do útero, colocando minha mão junta à dela e me ensinando como se apalpava a barriga. Em certos momentos, com toda naturalidade que lhe pertencia, fechava os olhos e falava algumas palavras em reza, pedindo para que a moça continuasse tendo uma gestação saudável e que tivesse um bom parto.

Durante o atendimento, Dona Zefa e a gestante iam trocando conversa. Zefa perguntava sobre sua vida e sobre seu o marido. Seu parto seria no hospital por conta da burocracia do registro dos bebês e lamentou quando falou sobre a diferença do tratamento que recebia na salinha de Dona Zefa ao que recebia no hospital: “Aqui é tratamento VIP”. Mais tarde a mesma moça, me confidenciou que ela se preocupava muito com o que aconteceria com o quilombo depois que Zefa partisse. E no mesmo dia, ouvi de Zefa “se eu pudesse, eu não morria, queria ficar muito tempo mais, pra construir, ajudar e fazer uma coisa que pudesse agradar”.

 

Amma

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Ao nascer, recebeu o nome de Sudhamani e já durante a sua infância era muitas vezes vista em um estado de profunda meditação.

Mātā Amritanandamayī Devi, mais conhecida como Amma (que significa mãe), nasceu a 27 de setembro de 1953 na pequena vila de Parayakadavu (onde criou seu Ashram conhecido como Amritapuri), próxima a Kollam, Kerala (Sul da Índia). É muito admirada dentro e fora da Índia e respeitada como uma humanitarista; muitos a reverenciam como uma Mahatma (Grande Alma) e uma santa viva: a santa dos abraços.

Grande devota de Krishna, aos cinco anos já compunha pequenos cantos devocionais espontaneamente. Quando completou nove anos, sua mãe adoeceu e ela se ofereceu para cuidar da casa e dos 7 irmãos. Deixou a escola, apesar de ser muito aplicada e possuir memória fotográfica conforme suas professoras relataram. Oferecia ao Senhor cada instante de sua longa jornada de trabalho. Contudo, os membros da sua família não entendiam seu processo de interiorização e por isso a castigavam. Ao terminar sua lida doméstica, já a noite, Sudhamani ia meditar, cantar ou rezar. Via muita dor e sofrimento na pobreza de sua aldeia. A crueldade e o egoísmo do mundo só aumentava sua devoção a Deus. Seu objetivo então, ao buscar a Divindade, passou a ser consolar a dor e o sofrimento de todos os seres. Começou então a doar alimentos de sua própria casa e comprar remédios para os vizinhos pobres, muitas vezes pagando o preço dos castigos por doar tanto.

Aos 22 anos, Amma passou a difundir sua mensagem espiritual e inúmeras pessoas a procurá-la para receber suas bênçãos. Alguns jovens aspirantes espirituais a Ela se juntaram como discípulos e criaram uma pequena congregação religiosa (ashram) que depois cresceu continuamente. Mais tarde, construiu-se um templo dedicado à Deusa Kali no Ashram. A partir de 1987, começou a ser internacionalmente conhecida com o início de suas peregrinações ao exterior. A “Mãe” é reverenciada por milhões de pessoas no mundo inteiro pela sua altura espiritual, humildade e dimensão da obra social.

Amma foi designada uma das três representantes da fé hinduísta no parlamento das religiões do mundo, em Chicago. Foi convidada pela segunda vez para ir à ONU para participar na Conferência Mundial pela Paz, A ONU concedeu-lhe o prêmio à não-violência “King – Gandhi”.

Aama Bombo

“Eu estou fazendo minhas orações por todo o mundo para criar um mundo sem guerra e tensão, diz Aama, eu quero ver este mundo cheio de belezas naturais, onde todos tenham os mesmos direitos e oportunidades em compartilhar o ventre da natureza.”

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Aama Bombo (Mãe Shaman) nasceu em uma família pobre em Melong, no Nepal, no clã Tamang. O pai de Aama era um famoso xamã. A tradição Tamang proíbe as mulheres de praticar o xamanismo, que é o que Aama sempre desejou fazer desde os cinco anos de idade.

Quando Aama completou 16 anos, casou e se mudou para Katmandu. Pouco depois, o seu pai morreu. Aos 25 anos, Aama de repente começou a sentir tremores por todo o corpo. Por 14 meses ela visitou médicos e curandeiros, buscando uma cura. As pessoas próximas pensaram que ela tinha problemas mentais e queriam levá-la a um hospital psiquiátrico. Então, como um último recurso, Aama foi levada para um lama budista, que descobriu o problema. Ele disse a ela que o espírito de seu pai estava procurando alguém para transmitir o seu trabalho, e que a única pessoa com um coração suficientemente bom era ela. A partir deste momento, seu pai, os deuses Hindus, e os espíritos começaram a visitá-la e a lhe ensinar suas formas de curar.

Integra o movimento “A voz das avós” , Aama é uma xamã amada e respeitada no Nepal. Ela começa todos os seus dias às quatro da manhã com orações no templo do deus Shiva. Ela atende cerca de 100 pacientes por dia praticando curas, além da limpeza de suas casas de energia negativa e também oferece orientação. Os pacientes vêm de todo o país para visitá-la, bem como da Índia e do Tibete. Ela cuida de todos, do mais pobre ao Rei, com igual respeito e dedicação. A orientação que ela deu à família real concretizou-se, incluindo a previsão de um massacre que terminou a sua linhagem real. Ela fez um grande trabalho junto ao falecido rei Birendra Bir Bikram Shah Dev.

Avó Aama se une às Avós na difusão da mensagem de paz universal, harmonia e unidade.